Este artigo aborda a mediação de conflitos como uma ferramenta essencial no contexto da segurança pública, especialmente em comunidades marcadas por desigualdades sociais e tensões históricas entre a polícia e a população. A partir de uma análise teórica e prática, são discutidas as transformações necessárias para que as forças de segurança pública se afastem de um modelo tradicionalmente repressivo e adotem uma abordagem mais cidadã, focada na prevenção, no diálogo e no fortalecimento das relações comunitárias. O texto destaca iniciativas como os Núcleos de Mediação Comunitária (NUMEC), implantados na Polícia Militar do Paraná, que demonstram o impacto positivo da mediação na redução da judicialização de conflitos menores e na construção de uma cultura de paz. Além disso, discute os desafios institucionais, como a hierarquização rígida e a resistência cultural dentro das corporações, que dificultam a implementação de mudanças estruturais e culturais. A mediação de conflitos é apresentada não apenas como uma estratégia eficaz para resolver disputas, mas também como uma oportunidade de reconfigurar a atuação policial em prol de uma sociedade mais inclusiva e democrática. Por meio da capacitação dos agentes, da adoção de práticas restaurativas e do fortalecimento de valores como empatia e respeito aos direitos humanos, é possível criar uma relação de maior confiança entre a polícia e a comunidade. Este estudo reforça a importância da mediação como um caminho indispensável para modernizar a segurança pública e promover a dignidade humana.
This article addresses conflict mediation as an essential tool in the context of public safety, especially in communities marked by social inequalities and historical tensions between the police and the population. Based on a theoretical and practical analysis, the text discusses the transformations necessary for public security forces to move away from a traditionally repressive model and adopt a more civic-minded approach, focused on prevention, dialogue and strengthening community relations. The text highlights initiatives such as the Community Mediation Centers (NUMEC), implemented in the Military Police of Paraná, which demonstrate the positive impact of mediation in reducing the judicialization of minor conflicts and in building a culture of peace. In addition, it discusses institutional challenges, such as rigid hierarchies and cultural resistance within the police force, which hinder the implementation of structural and cultural changes. Conflict mediation is presented not only as an effective strategy for resolving disputes, but also as an opportunity to reconfigure police action in favor of a more inclusive and democratic society. By training officers, adopting restorative practices, and strengthening values such as empathy and respect for human rights, it is possible to create a relationship of greater trust between the police and the community. This study reinforces the importance of mediation as an essential path to modernizing public safety and promoting human dignity.
Este artículo aborda la mediación de conflictos como herramienta esencial en el contexto de la seguridad pública, especialmente en comunidades marcadas por desigualdades sociales y tensiones históricas entre la policía y la población. A partir de un análisis teórico y práctico, se discuten las transformaciones necesarias para que las fuerzas de seguridad pública se alejen de un modelo tradicionalmente represivo y adopten un enfoque más cívico, centrado en la prevención, el diálogo y el fortalecimiento de las relaciones comunitarias. El texto destaca iniciativas como los Centros de Mediación Comunitaria (NUMEC), implementados en la Policía Militar de Paraná, que demuestran el impacto positivo de la mediación en la reducción de la judicialización de conflictos menores y en la construcción de una cultura de paz. Además, analiza los desafíos institucionales, como la jerarquía rígida y la resistencia cultural dentro de las corporaciones, que dificultan la implementación de cambios estructurales y culturales. La mediación de conflictos se presenta no sólo como una estrategia eficaz para resolver disputas, sino también como una oportunidad para reconfigurar la acción policial en favor de una sociedad más inclusiva y democrática. Mediante la capacitación de los agentes, la adopción de prácticas restaurativas y el fortalecimiento de valores como la empatía y el respeto a los derechos humanos, es posible crear una relación de mayor confianza entre la policía y la comunidad. Este estudio refuerza la importancia de la mediación como camino indispensable para modernizar la seguridad pública y promover la dignidad humana.